14 de fevereiro (por volta do Dia dos Namorados)
Na noite anterior, clamei a Deus sobre a minha solidão. Mais tarde, naquela noite, tive um sonho.
Conheci uma mulher loira e baixinha, de lábios carnudos, no aeroporto. Nos encontramos no posto de segurança, onde verificam a bagagem de mão. O encontro me pareceu tão significativo que perguntei a Deus se era algo real ou apenas uma lição.
No início de maio de 2025, fui a uma conferência para solteiros da minha igreja na Armênia e conheci uma moça da Rússia que se parecia comigo. Mantivemos contato. Por volta de 8 de maio, quando houve problemas no aeroporto de Moscou, ela e outros cristãos tiveram dificuldades para voltar para casa. Foi então que contei a ela sobre o sonho. Continuamos conversando e descobrimos um interesse em comum por cachorros.
Contudo, sempre que a conversa se voltava para a Bíblia ou as Escrituras, ela se fechava. Recusava-se a ouvir. Era teimosa. Sua desculpa repetida era que havia “professores demais” e amor familiar insuficiente. Quando citava as Escrituras, muitas vezes o fazia fora de contexto. Ela adorava cantar, mas parecia não amar a Palavra em si.
Isso me fez lembrar muito de várias igrejas que se apresentam como a noiva de Cristo. Exteriormente, parecem devotas, mas tornam-se egocêntricas, convencidas de que já sabem o suficiente e relutantes em serem corrigidas ou ensinadas pelas Escrituras. Preferem suas próprias palavras e desculpas a se submeterem ao que está escrito.
A Parábola das Dez Virgens
Jesus contou uma história que se encaixa perfeitamente nesse padrão:
“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco, prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas… E, enquanto elas foram comprar o azeite, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial, e fechou-se a porta.” (Mateus 25:1-10)
Esta não é apenas uma lição moral sobre a prontidão diária. É uma representação da volta de Cristo, o Noivo. A mesma imagem aparece em Apocalipse: as bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:7-9), o chamado para estarmos prontos e a realidade de que a porta um dia se fechará. Tanto as virgens prudentes quanto as insensatas estavam preparadas. Ambas tinham lâmpadas. Ambas estavam esperando. A diferença era se tinham óleo suficiente para durar até a chegada do Noivo. O amor pelo canto e pelas atividades cristãs, sem um amor genuíno pelas Escrituras e pela obediência, pode deixar a lâmpada vazia quando esse dia chegar. Esse será o Dia do Juízo.
O amor de Deus inclui disciplina.
As Escrituras são claras: o verdadeiro amor de Deus não nos deixa confortáveis na teimosia.
“Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se canse quando por ele for repreendido. Pois o Senhor disciplina a quem ama e castiga todo aquele a quem aceita como filho.” (Hebreus 12:5-6)
“Eu repreendo e disciplino a quem amo; portanto, sê zeloso e arrepende-te.” (Apocalipse 3:19)
Quando alguém rejeita consistentemente a Palavra, se fecha diante da correção e prefere suas próprias explicações, isso não é sinal de maturidade espiritual. Muitas vezes, é sinal de que o coração está resistindo à própria disciplina que prova que somos amados como filhos.
Vivendo em uma Era de Apostasia
Estamos vivendo em uma época em que muitos que invocam o nome de Cristo já não suportam o ensino correto. Paulo escreveu:
“Pois virá o tempo em que as pessoas não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, buscarão mestres que lhes agradem os seus próprios desejos. Elas se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.” (2 Timóteo 4:3-4)
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé…” (1 Timóteo 4:1)
“Que ninguém vos engane de maneira alguma. Porque aquele dia não virá sem que primeiro venha a apostasia…” (2 Tessalonicenses 2:3)
O padrão que observei na conexão pessoal — resistência às Escrituras, citações fora de contexto, preferência por desculpas emocionais ou relacionais em vez da Palavra — é o mesmo padrão visível em muitas igrejas que ainda se dizem cristãs. Elas mantêm as aparências (cânticos, reuniões, linguagem cristã) enquanto silenciosamente rejeitam a autoridade do Novo Testamento.
O sonho e o encontro posterior me deixaram com uma pergunta séria: estamos entre aqueles que mantêm suas lâmpadas acesas, prontos para receber e obedecer à Palavra, ou entre aqueles que aparentam estar, mas não têm óleo quando importa?
Espero que eu ainda esteja aprendendo a clamar a Deus, a observar atentamente o que Ele pode estar mostrando e a me apegar às Escrituras mesmo quando outros preferem seu próprio caminho.
Para um estudo mais detalhado sobre isso, você pode aprender com https://findgod.help/en/Church.html, https://findgod.help/en/Apostasy.html, https://findgod.help/en/Apostasy2.html e https://findgod.help/en/Judgment.html Aprender a ser fiel em https://findgod.help/en/FaithObedienceGrace.html


